Fui deitar chorando. Não bastasse ter ligado pra ele - o que já me deixa com uma insônia insuportável -, bebi umas xícaras de café. É incrível: você ama uma pessoa, planeja eras ao lado dela, e a vida vem te provar que nada é como você pensa. Que você é só uma gota sem rumo no meio de uma onda de vinte metros.
[...]
Mas a gente sempre se recupera. Chora, grita, implora, faz um papel ridículo, mas sempre esquece no final. E se as pessoas não voltam, Si?. E outras loucuras suas, que agora fazem o maior dos sentidos. Não importa o quanto isso tá me ferindo agora. Eu sei que vai passar. Eu sei que eu vou conseguir. Eu vou conseguir te esquecer... Me esquecer das promessas de ser tua, desse amor que me arde aqui dentro.
Amanhã eu vou sair pra beber.
"Não, eu não tenho tempo para perder com você logo agora. Eu não te quero mais, e é justamente isso que me provoca, me chama para junto de você nas horas mais improváveis e patéticas. Você tem noção do quanto o amarelado daquelas fotos me sufoca aos pouquinhos, me lembrando da merdinha que eu sou? Tuas frases feitas, tuas noites perfeitas. E eu fico triste de repente. Merda de vida. E eu falo isso como se estivesse com uma garrafa na mão, olheiras enormes, fedendo a cigarro; mas eu pareço completamente bem em frente ao computador, ouvindo Cazuza. Minhas roupas estão limpas, meu corpo está ileso, minhas tarefas estão organizadas. E por dentro essa podridão infinita, como se este corpo estranho que estivesse possuindo minha alma. Mil cacos, mil chances, mil palavras para uma única mulher que não vale por mil. O que passa na sua cabeça? Onde você está agora? Já te disse que nem estou mais tão cansada depois dessa tristeza toda? Eu já te disse que você devia ser feliz bem longe daqui, para que eu não tivesse nem mais desculpa pra não te esquecer?"
Ruth.
Eu já te disse?
[tudo mentira]
Signo Natalino
Há 4 meses
1 comentários:
só pq eu pedi, grunf
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