Cheguei em casa e joguei as malas no chão. Eu estava tonta.. desabotoei minha blusa, tirei a calça e sentei no chão. Peguei no telefone, e automaticamente procurei teu número. Lembranças de você me afogaram em nostalgia. Era sonho, e eu havia acabado de acordar. O som do teu violão, o silêncio da tua voz, o mar dos teus olhos.. tudo isso me paralisou. Eu te senti, moço. O teu calor me aquecia enquanto tomávamos banho de chuva. E você era bonito assim: como um deus, com todas aquelas gotas cristalinas descendo pelo teu corpo. Sorri. E senti teu afago. Por segundos eu derreti o gelo que te cercava, e você me acariciou a pele. Te liguei, e o silêncio no outro lado da linha estava presente. Sei que você se escondeu no silêncio daqueles segundos, mas eu prometi a mim mesma: eu ainda vou te achar.
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