"Aquelas malditas luzinhas tremeluzentes eram tudo. Você dormia ao lado. E você não me conhecia; e eu não conhecia você – Mas havia algo de divino em observar-te dormir. Tua existência, naquele momento, era uma responsabilidade só minha. Deixei que meus dedos tocassem os seus bem devagarzinho, e com os olhos semi-cerrados, respirei em seus olhos.
A madrugada corria, o ônibus também. Ah, você parecia tão cansada. Havia aquela pequena ruga do lado esquerdo do rosto, sobre a qual eu não tinha muita certeza: não seria apenas marca de expressão?
E você com certeza sonhava. E eu sonhava com você, a diferença é que não estava dormindo."
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As coisas mudam, os caminhos se cruzam - me dão aquela felicidade absurda -, e depois se separam novamente, até que não se possa alcançá-los no horizonte. As flores nascem, trazem aquele perfume delirante e um sabor tão doce que eu atravessaria mundos pra encontrá-la. Depois se secam, e deixam na terra fria vestígios da minha felicidade. Você me olha, e me deixa tonta, nessa emoção absurda que sua presença me traz. Você se despede, depois, com o mesmo brilho nos olhos, e não se pode mais te ver, em lugar nenhum... e eu continuo a pensar em ti. Feito uma menina boba, feito uma fera louca... eu continuo a pensar em ti.
2 comentários:
Lindo, sempre leve e lindo aqui.
Beijos!
ow, que fofo. =]
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