Fazer estrelas

What do stars do? They shine.

Este silêncio que me envolve
me embebeda
me acalma

Esta canção que nunca morre
sempre viva
na minha alma

Este beijo que me cerca
me penetra
bem lá no fundo

Este amor que me guia
me recria
compõe um mundo

Este corpo que penetra
nos quatro cantos da reza
que meu corpo se tornou

Faz aquecer corpo-menina
que outrora nesta vida
num manto negro se afundou.

Primeiro Marcus, depois o Anjo. Foi nessa ordem, mesmo? O que importa é que os dois me atraíam de formas iguais. O mesmo peso, a mesma força, e eu me entregava em proporções diferentes.

Não era isso que eu queria dizer. Mais uma vez eu tentei te esconder, tentei te deixar - e o relógio marca 23 -, mas tudo tinha efeito contrário. A contradição nos minutos, no cheiro, no beijo..

E as coisas acabavam sem nunca terem começado. Não sei se fui eu ou você, mas tudo perdeu totalmente o sentido.

[era pra ser diferente, desculpa]

Tão difícil dizer. É melhor esconder, que é pra eu não me lembrar. Talvez me machuque depois. Mais do que na hora. Talvez me arda e me condene, me pise o corpo e diga "eu não avisei?". Lembrei de você, minha deusa das abelhas. A decepção dos outros era a sua alegria. Alguma coisa assim, não importa muito, agora. E eu me senti aquele lixo humano, aquela pedra. Me encolhi e gemi baixinho, sussurando seu nome.
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Pra não fugir do ridículo. Eu só precisava contar.

Você é assim: um sonho pra mim..

Eu peguei em teu retrato, e o teu fino calor se espalhou por todo o meu corpo. Pude ouvir tua voz de louca dizendo que ia me agarrar, se eu não corresse. Você sabe que eu não correria.
Sou eu quem evaporo as tuas gotas, ouço os teus lamentos e bebo teu mau humor numa taça com gotas desenhadas em volta. Sou eu quem passa a mão pelos teus cabelos, pelo teu corpo, beijo teus olhos e ganho teu sorriso.
Você me faz ficar louca assim; dessa forma ninguém consegue. Eu viajo no teu mundo, desenho minha vida ao lado da tua, só pra ver você sorrir. Você sabe que eu estou brincando, mas às vezes eu acho que não. É que você me protege...
Eu vou passar na tua casa, te pegar e vamos sair. Você vai usar aquela blusa que eu gosto de tirar, vai levar um cd com apenas uma música: Não é fácil. E vai cantar pra mim, enquanto eu estiver no teu colo, te olhando.
Nunca se sabe em que (ou quem) Laura está pensando, o que está fazendo. Não se engane, menina. Eu já te disse que as minhas verdades são maiores. As mentiras até podem ser iguais às de Laura, mas as verdades definitivamente são maiores. Acredite.
Eu já perdi a noção da hora, e continuo rabiscando folhas com teu nome. As minhas travessuras das noites eternas são ao teu lado (que ridículo!). Você as conhece bem. Me olha nos olhos e me chama de boba. Depois me beija a boca, morde e sorri. E eu não me controlo.
Agora pode sorrir, e dizer que está cansada. É assim que eu gosto. Me fale de suas abelhas, e diga o quanto o meu amor é idiota. Mas eu vou continuar falando, que é pra te ver sorrir.

(...) E que sabe que isso que eu digo nem faz sentido, mas mesmo assim ouve (...) Nada nessa vida faz sentido, você sabe.

Quero te encher de beijos..

Eu não conseguia enxergar o seu clarão da verdade a 2cm de mim. Aonde eu deixei meus óculos? E fui sussurando seu nome por entre os carros, pisando nas poças d'água e depositando em cada uma delas uma nota da canção que te faz dormir.

Eu não conseguia enxergar... Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, e as poças te faziam adormecer. Mesmo que você não estivesse ali. Mesmo que fosse apenas imaginação minha. Mesmo que eu não ouvisse som algum.

Você adormeceu...

(em outros braços, pouco importa. Não vamos estragar a canção!).

(ela cozinhava e a conversa me fazia sentir sua falta...)

A chuva me trazia uma espécie de desconforto. Meus ossos ruíam de solidão. O frio de um sábado interminável. Shh. Era a chuva me dizendo... que eu estava só. Não que eu não soubesse.

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Sinto sua falta em meio a essa chuva toda.

(agora, sim, tem um toque seu. Queria te abraçar e descobrir seu cheiro. Queria que isso não me fizesse achar que, além de estar errando, eu estava me enganando. Eu sei que você a ama. Eu sei que você a espera. Mas eu também te espero... em algum lugar, com nenhuma pretensão. É que essa chuva toda...).

Ela chega, fria e quieta, sombria. Arrasta os corpos, sem pena, sem dó. Perfura o chão, apaga os rastros. Faz nascer e morrer, numa fração de segundos, o último suspiro. Não tente entendê-la, meu caro. Ela é tão sombria que se perde entre seus buracos negros, não se explica. Apenas nasce. Aliás, para ela, nascer é contraditório demais. Ela é o fim. O fim que nunca termina. Aquele ciclo que causa tremor. Ela é. Está. Percorre todos os cantos, procurando algum ponto de vida. E se encontra, faz rasgar e virar pó. Fria e cruel. Chega, traz o fim. Indesejado, às vezes, mas o fim. Um fim tão doloroso quanto a própria vida. Morte. Tão sombria!

De pensar que eu senti mais do que imaginava. Eu precisei mais do que havia planejado. Eu desejei, desejei por horas corridas que você estivesse ali, aparando minhas quedas. Nada muito fora do comum. Exceto o meu impulso natural de pensar em você. Todas as horas.

Eu precisei mais do que eu havia planejado. O espaço vazio no meu abraço nunca me doeu tanto. Não chorei, mas eu fugi à regra: eu não te esqueci.

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Escrever pra você é sempre difícil. Desculpa. Mas eu juro, juro que não te esqueci. Sua frieza fez falta, querido. Sempre faz. Mas eu não me entreguei. Um beijo e um queijo.

Te adoro!

Eu quase me entreguei, eu quase me entreguei, eu quase me entreguei [...] Parece absurdo [...] O desejo como semente, que crescia e rasgava, criando raízes [...] Acontece que eu precisava ser salva. Com uma mentira ou uma verdade, eu precisava ser salva. Liberta dessa entrega [...] Talvez eu devesse limpar minha saia e abotoar a blusa, delicadamente, seguindo o passo-a-passo [...] Veneno mais doce, enquanto eu descobria teu gosto. Loucura mais certa, enquanto eu ria pelo teu espanto [...] mansa e doce [...] Seus abraços quentes [...] Amor repicado, pura obsessão [...] um gosto amargo na minha boca [...] Eu não sei se é assim que deve ser [...] Só você. Que é pra vida valer a pena [...] O pecado era te amar. Com toda aquela confusão [...] Um querer sangrento e dolorido [...] A minha maior vontade, meu maior desejo [...] sinto teu peso sobre mim [...] Minha fonte de calor, meu secreto [...] razão mais doce e quente [...] Eu posso culpá-lo por ele ter uma boca tão quente? [...] mais doce e quente.

Fazer Estrelas

Era uma conversa de irmãs blogueiras - aquela conversa de quem não quer nada, só companhia pra passar o tempo. Sobre seus blogs, há pouca coisa que elas amam mais. Família, namorados (cada uma tem o seu, certo?)... e o que mais mesmo?De vez em quando, aquela vontade de escrever uma coisa qualquer só porque quis. Mas não no seu blog.Aquela vontade de dividir um texto.Surge uma idéia.Um blog para dois. Pra viagem, por favor.

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