Quando você voltar,
Não vá me avisar.
Não vou estar aqui.
Coisas hão de mudar,
Feridas hão de sarar,
E eu hei de ser feliz sem você.
Sem ninguém.
Estar feliz assim
Depende só de mim,
Sofrer é com você.
Pois não dá pra encontrar
Conforto em outro lugar
Que não seja aqui,
Dentro de mim, sem ninguém.*
Não adianta mais. Você queria, e eu desisti. Agora é pra valer, meu bem.
Impossibilidades - Fresno
Sabe, J, eu vou tentar fazer diferente. Fazer seu jogo. Te olhar e não te ver, te ouvir e não te escutar, te sonhar mas não dizer. Você fez isso, e eu achei legal. É um eu te amo disfarçado em dias de guerra. Tão disfarçado que só eu, que o quero tanto, posso ouvir.
E é um jeito que só nós entendemos. O melhor nisso tudo, é eu poder escrever canções sem que ninguém saiba que são pra você, pintar meu sorriso depois do seu carinho, pra ninguém saber que foi seu, que minha blusa estava amassada na gola por tua causa. Foi tua boca, J.
(não se aborreça, não reclame: você me faz pirar assim..)
Fotografei seu olhar, e as nossas risadas, pra te olhar antes de dormir. Você já não estava mais ali comigo. Acho que é por causa da sua ausência que as estrelas sumiram. Elas estão escondidas no seu bolso, J?
Eu vou te chamar quantas vezes for possível, pra ver se você me ouve. Quantas vezes mais vou ter que te avisar que os dias estão ruins sem você aqui, pra desmanchar meus cachos, me fazer caminhar sob o sol quase desaparecido, sem suas músicas e piadas engraçadas?
Vou deitar ali, naquele sofá, esperando você chegar por acaso, e dizer pra mim aquelas coisas que só você diz. Mas, mesmo que seja pra não dizer nada, senta aqui do meu lado, segura minha mão, e vai ficar tudo bem.
Há quinze anos, uma linda menina nasceu. Eu realmente não sei se ela chorava copiosamente ou se precisou de umas boas palmadas (como eu!).
Esse neném tão lindo logo cresceu, exibindo seus primeiros cachinhos. Lindos cachinhos, daqueles de princesa. Ou de menina sapeca (ela é os dois).
Tão pequena, tão frágil, teve que aprender assuntos difíceis demais para uma menininha. Mas ela aprendeu todas essas lições, e cresceu tanto!
Quem olhasse para aquela garotinha, podia ver estrelas em seus olhos coloridos. E que lindos olhos! Agora, quem olha para essa menina-moça-mulher ainda enxerga uma garotinha que não tem mais estrelas nos olhos.
Ela faz suas próprias estrelas.
Parabéns, Ru!
^^
[esta postagem é um presente pra minha amiga-irmã-princesa Rute que hoje completa seus lindos quinze anos]
Desculpe-me se não tive coragem de abraçar-te. Por alguns segundos eu tive medo que você rejeitasse meu abrigo e fosse caminhar, sozinho, lá fora, na escuridão dos dias ruins.
Naquela noite eu fui dormir pensando em como era bom ter você ao meu lado, pra sonhar e realizar sonhos meus, sonhos nossos. Sua mão na minha, sua pele na minha, meu sorriso inteiro para você.
Beijo sua pele, afim de beijar sua boca, desenhar seus lábios com a minha língua e sentir o gosto teu em mim. Fazer-me sua.
Estarei aqui, neste jardim, esperando você voltar para mim. Estarei com os braços abertos, com o coração machucado de saudade. Cantarei para você as canções que você pediu que eu cantasse, mas que não cantei por uma vergonha boba.
Só peço que não demore, meu bem. Acho que só vou conseguir te esperar enquanto eu ainda puder sentir teu perfume. Depois disso, não terei mais nada que me faça sentir a sua presença.
Não é amor se ficar escondido. Não é amor se ficar calado. Só é amor se for demonstrado. Amar é viver, viver o amor. Porque o amor não pode ser guardado. Não acredito no amor que não se declara.
O amor não se contém. Ele arde no coração até sair de dentro do peito. E quando ele se declara... Ah... O amor contamina. Porque amar não é amar sozinho. Não acredito no amor que não se divide.
O amor é contagiante.
Capaz de ouvir e de entender estrelas"
Olavo Bilac
Hoje chorei.
Todas as lágrimas acumuladas.
Todas as que não consegui chorar.
Chorei.
Por mim.
Pela vida.
Pelo mundo.
Chorei tudo o que pude.
Tudo o que devia.
Tudo o que já quis chorar.
Toda a dor reprimida.
A felicidade incontida.
Já foi. Já secou.
Não chorei demais.
Apenas zerei a conta.
Quero teu beijo calado, assim: quase sem respirar, cheio de amor pra dar, e apaixonado. Quero ter o prazer de sentir sua língua na minha, sambando em minha boca, nesse vai-e-vem gostoso da paixão.
Pode parecer estranho, mas é só nisso que penso. Desejo teu calor em minha pele, tua mão a descobrir meu corpo, o perfume que só você tem.
Gostosa demais é essa paixão que me une a você. Meio menina, meio mulher, meio atirada, meio acanhada, meio alegre, meio triste. Mas que, acima de tudo, é paixão. E paixão deliciosa de se viver, que causa frio na barriga.
Enquanto você não lê esse bilhete — que é um passe para o meu coração — e não assume que me quer, mesmo sem ainda perceber isso, eu vou me deliciando com seus beijos só no meu pensamento. Vou descansar no teu abraço, até você vir pra mim.
Sua, nos sonhos e na quase-realidade,
Elizabeth.
Te olho de longe, distante, e às vezes te pego olhando pra mim. Mas só por uns instantes, um segundo. Quase sempre você está ocupado demais para olhar os meus olhos encantados, que um dia você quis mais que o ar, e agora são apenas mais dois olhos em sua mente.
Te vejo brincando, brigando, sorrindo, esperando alguém que você sabe que nunca vai chegar. Você senta, cruza as pernas, pega um cigarro, olha para o relógio. Sua ansiedade e preocupação quase te fazem desmaiar.
Você começa a cantar, baixinho, quase sussurando, a nossa música. Sei que você está longe, mas posso ler os seus lábios e ouvir seu coração. Não sei o que você está pensando, mas penso que está arrependido em ter ido embora.
Nesse momento, lágrimas nascem em seus olhos, ao perceber que está sozinho. Posso ouvir você me pedindo pra chegar por acaso, mesmo sabendo que eu estive o tempo todo ali, te vigiando, te sonhando em segredo.
Meu coração quase me lança em você, mas eu consegui detê-lo a tempo. Quero te observar daqui, de longe, te respirar e te sonhar como nunca fiz antes: longe dos teus braços.
(É cada coisa...)
Sexta à noite. Dormi à tarde, e agora tô sem sono (22:30!!). Comecei a ouvir as músicas que só eu ouço (parece até que foram feitas pra mim!!). Bateu uma saudade, uma vontade enorme de voltar no passado e viver tudo de novo. Tá... quase tudo.
Senti uma enorme falta da escola, saudade das aulas de História, das brincadeiras de criança, das noites em que não dormi porque estava conversando com amigas, das viagens, do carnaval de 2008 (que perfeito!), do dia que comprei meu violão. Saudade da minha primeira letra no mundo dos blogs.
Mas a saudade maior foi daquele primeiro abraço, do primeiro olhar e do primeiro beijo que dei na pessoa que tenho certeza que será minha para sempre, e que quero amar até o dia em que meu coração parar de bater.
Estou começando 2009 com o coração cheio de vontade e coragem pra pôr os planos em prática. Espero conseguir fazer tudo o que quero e preciso fazer.
Mas, o principal: 2009 é o meu ano de fazer estrelas e levar sorrisos a quem esqueceu do quanto isso faz bem.
Feliz ano todo!!
Sejam bem-vindos a construção de estrelas!
Era uma conversa de irmãs blogueiras - aquela conversa de quem não quer nada, só companhia pra passar o tempo. Sobre seus blogs, há pouca coisa que elas amam mais. Família, namorados (cada uma tem o seu, certo?)... e o que mais mesmo?
De vez em quando, aquela vontade de escrever uma coisa qualquer só porque quis. Mas não no seu blog.
Aquela vontade de dividir um texto.
Surge uma idéia.
Um blog para dois. Pra viagem, por favor.


