
Eu contava os segundos pra te encontrar na praça. Te encontrar e me tranquilizar no teu abraço; e o cheiro de cigarro na tua pele até me dava algum conforto. De pensar que você sempre foi tão importante, como se o teu sorriso pudesse ser eterno no meu ombro. Ah, você e as eternidades.. e eu me perdia, sempre.
Hoje passei por lá, sabe, e o cheiro da tua ausência me perturbou mais do que eu previa. Fomos tantos em nós mesmos, e os nossos olhares se comunicavam sem qualquer dificuldade. E eu descobri que sentia saudade. Sentia saudade do Rodrigo de sobrancelhas grossas e cigarro sempre na mão. Do cara que me olhava com um carinho doce, como se tudo aquilo fosse eterno.
Não, não era pra ser um desses blues que eu ando cantarolando por aí, cheios de todos os amores que tive, e daqueles que criei. Era pra te deixar mais perto, e rir dessa minha mania de não rimar nada com nada. Talvez porque as coisas fiquem melhor do jeito que são, com suas imperfeições e passados tristes. Porque quando você sorri no meu ombro, enquanto conserta a nota que errei de propósito, tudo congela, e fica aquele momento frio e eterno, como uma fotografia.
xxx
E hoje nos encontramos, como fazemos todos os dias, na esquina da tua rua. Bom, não tenho razões para acreditar nisso, mas, sempre que te olho, tenho a esperança de que você tenha percebido que me ama. Sim, porque somos capazes de passar horas falando sobre as coisas que gostamos, sem sermos chatos. Porque, bom.. porque eu te quero muito bem, então não há mal em você me querer, não acha?
Hoje, primeiro de abril, e me encosto no teu ombro. Eu te amo... Ah, como eu gostaria que fosse uma mentira..
Dar as costas e fingir que nada estava acontecendo foi a melhor saída, eu juro. Não pensar, tentar esquecer, fugir pra qualquer lugar do mundo em que eu não sentisse teu cheiro, nem aquela vontade de segurar tua cintura. Fui pra casa e chorei até dormir. Mas isso não faz diferença agora, faz? Você sempre me deu um sorriso amarelo, em retribuição a essa minha devoção inútil. Você sorria e virava as costas, e eu nunca, nunca percebi que... você não dava a mínima.
É difícil caminhar em linha reta quando todas as pessoas correm depressa pra bem longe, passando por mim. Subi no ônibus e fui pra casa pensando se a vida era mesmo aquela loucura. Lúcia me falou outro dia que era "melhor abstrair e seguir viagem, nega!". Eu só sorri e dei tchau, porque ela também estava correndo. O fim do ano sempre traz essa confusão toda, e eu acabo vagando pelo corredor vazio. Então percebo que eu passei a minha vida inteira fazendo isso: me esquivando de todo mundo. "O maldito do tempo inteiro".
É incrível (e assustador) o jeito como olho para o passado. Posso tocar as pessoas, captar cada fio de mágoa, tocar cada rosto, sentir toda a tristeza e depois bater os pés e continuar a andar pela casa, me ocupando das minhas tarefas. O que me machuca é sentir certo cheiro depois de tanto tempo. É reconhecer uma voz, um toque, uma expressão. Toda a minha barreira de proteção cai e eu fico parada, esperando tudo passar...
E sabe o pior? Me dá uma imensa vontade de vomitar.
Sabe, eu tenho umas manias meio esquisitas. Hoje, no ônibus, indo pra escola, tive uma ideia louca: fixar os olhos num adesivo colado no vidro que ficava atrás do motorista durante toda a viagem. Bem louco assim. Eu já tava ficando com a cabeça doendo, enjoada, e às vezes, por puro reflexo, olhava pro lado. Um novo passageiro, o ônibus ao lado. Então eu fechava os olhos, depois abría e continuava a olhar o tal adesivo (que eu nem lembro mais o que tava escrito hehe). Foi então que uma luz piscou na minha cabeça, e eu suspirei e disse (emocionada com esse contato que eu e Ele temos): É isso mesmo que você nos vê fazer o tempo todo, não é, Deus? Nós simplesmente não conseguimos manter o foco. Não conseguimos seguir a nossa vida contigo, sem parar pra olhar outros caminhos. Às vezes nós percebemos isso e voltamos, mas pode demorar! Ah, como é ruim quando demora! E é isso, gente. Por tantas vezes a gente se perde!
Quantos "desfocados" você conhece?
Você consegue manter o foco?
Quantas vezes você conseguiu voltar ao Pastor?
Como você se sente quando perde o foco?
Você ajuda a quem precisa voltar ao Caminho?
(Queridos - e poucos hehe - leitores, estamos meio sumidas daqui, mas prometo voltar a postar com aquela frequência de antes. Agora teremos posts com novos temas!)
Por Deus, não me obriguem a falar. As palavras são pesadas; são pesadas e carregam o mundo. Eu fujo devagar. Lento-remexo-os-pés. Ai, o mundo sempre foi pesado demais! O mundo e suas pessoas, o mundo e seus caminhos, o mundo e suas noites sem céu, o mundo e suas tempestades! E as pessoas? Ai, as pessoas me causam falta de ar! Tenho medo das pessoas. No fundo, são como eu. E tenho medo de mim, mar escuro sem chão nem fundo. Ai, estou cansada! Viver cansa, e viver torto ainda mais. Eu, meu eu e todas essas complicações de vôo livre. Mal-estar. Respiro fundo e devagar. Tudo muda de cor. O cheiro muda, também. Estação úmida é viver.
Eu não sei mais te esquecer, meu Calor.
Eu quero me perder em teus braços.
Eu quero que a minha felicidade seja a tua felicidade.
Eu quero teus melhores beijos.
Eu quero que a minha vida siga colada à tua... pra sempre...
- Deus: é assim que te chamo por muito ouvir esse nome. Eu nunca soube quem Você - se me permite te chamar assim, pois que não vejo outro modo de tratar um amigo - nunca soube quem Você era. Ouvi falar de força, criação, discursos enfadonhos. Mas agora eu Te vejo. Mas agora eu venho a Você, sem sequer saber como usar minhas pequenas palavras, tão maravilhada fico em Sua presença. Me ensine a partir o pão, a Te enxergar nesse universo. Me invada com Seu amor, eu que tão vazia sou de qualquer toque quente. Me ajude a seguir Seus passos, ainda que todos os meus erros queiram apagá-los. Faça com que eu consiga Te dizer essas minhas palavras que me fecham a garganta. Faça com que eu respire Sua Graça por todos os meus dias. Faça com que eu aprenda a agradecer a vida que tenho. Faça com que eu reconheça quem Você é, e me ajoelhe diante da eternidade.
- Vai - sorri - me diz qual é o teu medo.
- ... de te amar desse jeito.
Juro que eu não queria te abraçar daquela forma, mas foi a única coisa que eu consegui fazer, em todo o meu choque. Nós havíamos terminado meses atrás, naquela estação. Você tinha encontrado uma namorada nova, mas ela tinha um sorriso estranho, você disse. Eu nunca entendi que amor era aquele, se doença ou loucura. Mas me livrei o mais rápido possível daquela montanha-russa e te vi cair do topo. Me encostei em ti por tempo demais pra querer recuperar minha saúde. A estação e nós, de novo. Quatro bilhetes na minha mão, ida e volta, e o resto você deve ter sacado. Você tinha cigarros e uma garrafa de vinho na mochila - um trapo. A ironia era você sentir saudade. Eu queria muito que você se sentisse culpado, muito culpado, pelo amor dolorido que me deu. Mas aloprado daquele jeito, só peguei minha bolsa, segurei outras mãos e segui viagem.
Como não é novidade pra ninguém, as blogueiras daqui são apaixonadas por inglês, que, sem dúvidas, é a língua mais deliciosa do mundo. Decidi postar uma listinha que eu gosto muito, e que me ajuda demais às vezes.
1- Respect yourself.
2- People need love.
3- Great people have great goals.
4- A goal not written is just a wish.
5- Act to reach high peaks.
6- Act as a leader.
7- Work with body and mind.
8- What you believe you can achieve.
9- Love your friends.
10- Believe in your ideas.
11- Believe in your dreams.
"- Não liga, não - disse Cris rindo e conduzindo Trícia para longe do tio maluco, em direção à cozinha - Vamos! Vamos fazer os brownies. Temos ingredientes para umas duas receitas. Acho que poderíamos fazer uns a mais para levar à algumas pessoas hoje à tarde.
- Quer dizer, para o Ted? - indagou Trícia, com um sorriso significativo.
(...)
- Existe alguém especial para quem você gostaria de levar alguns brownies? - perguntou Cris, curiosa para saber se Trícia estava de coração inclinado para algum rapaz em particular."
Robin Jones Gunn, Série Cris - Seu Para Sempre (pg. 38)
Não, minha Cris. Não tem rapaz nenhum. Tem você. E é a você que dou os meus brownies, que são mais que bolinhos de chocolate deliciosos. Robin escreveu há um tempo atrás uma história sobre duas amigas; elas se amavam, e uma era um presente na vida da outra.
Você é o meu presente. Minha irmã, minha amiga, minha confidente. E eu sou muito, muito feliz por essa coisa de Deus, que é a nossa irmandade, ter acontecido, dois anos atrás.
Eu amo a sua vida, amo o teu jeito, e amo quem te fez, assim, tão linda e especial... pra tanta gente!
Dois anos é muito pouco pra quem tem a eternidade pra comemorar, mas não custa nada, né?
Eu amo você, minha irmã, meu presente, minha CRIS.
Beijos,
sua Sel.
2 xícaras de açúcar;
1/2 xícara de cacau em pó;
3/4 de xícara de Nescau* (ou algum achocolatado);
6 colheres de sopa de margarina;
4 ovos;
2 colheres (chá) de extrato de baunilha;
1/2 barra de chocolate meio-amargo raspado;
2 xícaras de castanhas picadas;
1 colher (sopa) de fermento em pó;
2 colheres (sopa) de leite;
Modo de preparo:
Misture tudo numa vasilha. Após tê-lo feito, acrescente a clara em neve. Misture novamente, e despeje a massa numa assadeira média, untada com manteiga e farinha de trigo.
Leve ao forno por 40 minutos em temperatura média.
*Se for usar o Nescau, cuidado pra não usar o Power, porque é mais forte.
PS.: Não deixe ninguém comer nem a raspa do pote. É, realmente, MUITO bom!
De novo, só pra não esquecer:
Eu te amo.
Depois de ter ficado com invejinha da lista da Bruna, resolvi criar uma também, com as coisas que mais gostei ou não nos últimos seis meses.
1- Conhecer meus amados, lindos e cheirosos irmãos: Annie e Dan, minha lindíssima cunhada Bel e rever minha flor Débinha;
2- Passar as férias com Zy;
3- Entrar para o normal, depois de TANTOS problemas;
4- Começar o ano letivo com tantas discussões;
5- Acordar às 5h da manhã pra ir ao Jonosake (#off);
6- Deixar o Caio chegar tão longe;
7- Ir às aulas de Educação Infantil;
8- Continuar sem saber dizer 'não';
9- Ser uma amiga presente;
10- Saber falar;
11- Não saber dar conselhos;
12- Perder meu medo de falar em público (tá, isso não é tão positivo pra quem ouve hahahaha);
13- Fazer coisas sem pensar;
14- Conhecer La Treta;
15- Ficar roxa de tanto ir à praia;
16- Ter os amigos mais lindos para desabafar;
17- Chorar demais;
18- Chorar demais;
19- Não ter hora pra acordar;
20- Não conseguir seguir uma rotina;
21- Assistir ao pôr-do-sol no Arpoador; (super recomendo!)
22- Não ter feito o teste pro time de vôlei;
23- Rever Carl e Barbara;
24- Conhecer Tess e Ednan;
25- Ler bons livros;
26- Reencontrar o Calil;
27- Não conseguir manter minha boa memória;
28- Não aceitar perder;
29- Me curar de algumas lembranças;
30- Começar a namorar o Bru, o meu cheiroso. =*
Cansaram? :)
Repasso essa lista para:
Annie - minha pirralha preferida
Cintia
Beijos!
Eu vivo tropeçando pela rua, sabe. Caio nos buracos do asfalto; rio, falo alto, e ninguém nunca entende o que tá acontecendo. A verdade é que eu decidi parar de sofrer. Eu te amo tanto, poxa, mas não consigo aceitar essa corda-bamba, esse vai-e-vem de estações.. eu sempre acabo trancada no quarto, os olhos em prantos, as mesmas meias sobre a cama... Eu dei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira de recuperar minha energia foi me apaixonar por outra pessoa. Mas tudo o que eu escrevo é sobre você*... Eu já te disse que você devia ser feliz bem longe daqui, para que eu não tivesse nem mais desculpa pra não te esquecer.
(desculpa essa desorganização; é que eu te amo... tanto...)
Imagem: ah, é do google. .
Ah, eu procurei tanta coisa que conseguisse resumir o que eu queria te dizer... O que eu achei foram apenas promessas vazias de pessoas que possuíam um amor intenso, imenso e eterno; não. Isso, definitivamente, não é o que eu queria falar.
Queria explicar, e com simplicidade, todas as coisas que você, com essa delicadeza linda, me deu. Ah, falar um pouquinho do teu abraço acolhedor, da tua voz mais gostosa desse mundo, do teu olhar... ah, meu bem, deveria ser pecado você me olhar assim, viu? Coisa de quem não quer nada. Ou pensa que engana, né?
Quanto mais as horas corriam, mais eu encontrava detalhes doces sobre os quais falar: o teu jeito de mexer no meu cabelo, tua ideia louca de que eu usava perfume de morango, olhar as estrelas enquanto você abraçava minha cintura (...)
... e, ah, o teu jeito suave e maravilhoso de me beijar, como se o mundo não importasse mais, ainda que estivesse explodindo. Roubando minha palavra e me afogando na minha própria intensidade.
.
Ah, coisa bonita de viver...
.
=]
=***
.
Comigo - Zeca Baleiro
Você vai comigo aonde eu for
Você vai bem se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem, mas fica só comigo
Quando o sol se vai a lua amarela
Fica colada no céu cheio de estrela
Se essa lua fosse minha
Ninguém chegava perto dela
A não ser eu e você
Ah eu pagava pra ver
Nós dois no cavalo de ogum
Nós juntos parecendo um
Na lua na rua na nasa em casa
Brasa da boca de um dragão
Quando você corta um pedaço bonito e brilhoso de fita, sua reação imediata é chorar qualquer lágrima que seja, e depois guardar os pedacinhos. E foi exatamente isso que aconteceu comigo, quando olhei para o espelho e vi o quanto eu estava precisando descansar. Minhas noites mal dormidas deixaram manchas fundas debaixo dos meus olhos, formando uma espécie de bolsa roxa. Eu estava pálida, os cabelos presos num rabo-de-cavalo havia dias. Eu não quero mais estar casada. Aquela voz dentro de mim falava, cada dia mais alto. Era uma confusão de sentimentos sem fim, meu travesseiro estava ensopado, e eu queria... não estar casada.
Eu sentia vontade de fazer muita coisa e nada ao mesmo tempo. Vontade de correr e fugir depressa daquilo tudo. E uma vontade esmagadora de permanecer chorando no chão do banheiro. E foi o que eu, covardemente, fiz. Os muitos motivos pelos quais eu não queria mais estar casada com aquele homem são pessoais demais e tristes demais para serem compartilhados aqui. Muitos deles tinham a ver com coisas minhas, mas uma boa parte dos nossos problemas tinham a ver também com as questões dele. Isso é natural; afinal de contas, há sempre duas pessoas em um casamento – dois votos, duas opiniões, dois conjuntos conflitantes de decisões, desejos e limitações. Também não discutirei aqui todos os motivos pelos quais eu ainda queria ficar casada com ele, nem todas as suas características maravilhosas, nem os motivos que me fizeram amá-lo e me casar com ele, nem os motivos pelos quais eu era incapaz de imaginar minha vida sem ele. Não vou abrir nenhuma dessas gavetas. Basta dizer que, naquela noite, ele ainda era, em igual medida, meu farol e minha ave de mau agouro. A única coisa mais inconcebível do que ir embora era ficar; a única coisa mais inconcebível do que ficar era ir embora. Eu não queria destruir nada nem ninguém. Só queria sair de fininho pela porta dos fundos, sem causar alvoroço nem consequências, e depois só parar de correr quando chegasse à Groenlândia. Às vezes tenho a impressão de que quando eu disse "Sim", Clarice Lispector escreveu no mesmo instante: "No mais fino e doido de seu sentimento ela pensava: Vou ser feliz."
Só pra deixar registrado... ^^
"Guardei em mim um sorriso,
Que sorri apenas uma vez,
Um sorriso que vive aqui dentro
Não se abriu, não se desfez.
Ele é só do rapaz sereno
Que cuidadoso observa a janela,
Concentrado, equilibrado,
Ao ver a chuva que corre por ela.
Cada vez que olho o espelho,
Lembro do sorriso que tive um dia,
E o sinto dentro de mim, guardado,
Como um segredo em quase ironia."
Karine Mattos
Às vezes eu me perco nos meus próprios pensamentos. É uma desorganização profunda, como se tudo quisesse respirar ao mesmo tempo.
Eu nunca consigo resistir quando uma paixão surge, de repente, tão clara e ofuscante, na minha porta. Acho que fico rindo das minhas próprias tolices e sento numa poltrona, assistindo a cena.
A paixão é tão fria quanto doce, mas eu fico tentando evitá-la; e corro solta pela cidade, ouvindo um blues, parando aqui e acolá, pra beber um gole d'água.
Mas o toque denso e fundo, o cheiro fresco de um quase-amor me vence sem muito esforço. Eu sempre salto da cama, abro a janela e fico olhando a lua-cheia.
Sabe, deu vontade de te escrever. Ficar preenchendo as linhas com seu cheiro, sua voz, e não deixar que saibam. O bom é que posso ficar horas falando bobagens, criando cenários, e terminar com aquela sensação gostosa de ter estado, realmente, com você. Não que isso tenha sido pura imaginação minha. Mas, ah, é tão bom inventar coisas. Sair correndo pela chuva com você, esconder meu rosto no seu pescoço, bordar uma flor, fotografar o infinito... Momentos tão bons, que acho que quero passar o tempo inteiro sonhando.
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