Às vezes eu me perco nos meus próprios pensamentos. É uma desorganização profunda, como se tudo quisesse respirar ao mesmo tempo.
Eu nunca consigo resistir quando uma paixão surge, de repente, tão clara e ofuscante, na minha porta. Acho que fico rindo das minhas próprias tolices e sento numa poltrona, assistindo a cena.
A paixão é tão fria quanto doce, mas eu fico tentando evitá-la; e corro solta pela cidade, ouvindo um blues, parando aqui e acolá, pra beber um gole d'água.
Mas o toque denso e fundo, o cheiro fresco de um quase-amor me vence sem muito esforço. Eu sempre salto da cama, abro a janela e fico olhando a lua-cheia.
Signo Natalino
Há 4 meses
2 comentários:
sempre lembra maia essas coisas.
Li, saí da uni, e de lá da praça vi a lua cheia. Liiiinda!
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