Eu eu aqui, sem você,
vejo meu corpo definhar,
minha mente se esvair,
meu coração se apertar
de tanta saudade.
Pensei que isso fosse coisa de novela.
Foi quando eu olhei as estrelas e perguntei: "E então..?"
Sexta-feira, e a lua se escondia sob os lençóis, assim como eu. Eu fujo, reinvento, mudo meu caminho, mas sempre acabo caindo na contra-mão, erro as pessoas e no meu discurso. Giro e morro a cada segundo; e ninguém nota.
Confiar nas pessoas é muito fácil; fácil quando elas estão bem ao seu lado, e tudo parece bem. Difícil é aceitar suas imperfeições, seus dias ácidos, seu toque ágil e fundo, como uma criança de rua que quer te assaltar e, antes disso, te hipnotiza por segundos. Não me lembro do exato momento em que passei a mentir pra mim mesma e dizer que não havia mais nada; ando tendo pesadelos e não sei como organizar as coisas.
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Ah, o seu olhar.. ninguém, nunca, vai tirar de mim.
Quando você me tocou...
Quando você sorriu pra mim..
=suspiro=