Fazer estrelas

What do stars do? They shine.

Há uns dias atrás eu estava passeando no centro da cidade. Em meio ao consumismo do cotidiano, imagens me perturbaram e me incomodaram durante toda a tarde.
Crianças e suas famílias jogadas ao relento, à sua própria sorte. Sem ter o que comer, beber, vestir, uma moradia digna ou alguma perspectiva de vida.
Me perguntei sobre o amor ao próximo. Se, primeiramente, eu estava seguindo o conselho de Jesus e amando meu próximo como a mim mesma. Se eu estava me preocupando com meu próximo tanto quanto comigo mesma.
Centenas de pessoas vestem suas melhores roupas e sobem, soberbas, nos púlpitos das igrejas. Gastam uma hora discursando sobre o amor, sem ao menos se importar com um mendigo necessitado que as pede ajuda.
O amor deu lugar à hipocrisia. Onde fingimos nos preocupar com o próximo para que outros vejam. Buscando sempre um ganho para nós mesmos.
Acabemos com a hipocrisia e voltemos à raiz do ensinamento de Cristo. Amemos uns aos outros. Aborreçamos o mal e pratiquemos o bem!

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”
Filipenses 4:8


Obrigada, Jarson!

Gotas. Chuva. Gotas. Nuvem. Gotas. Suor. Gotas. Meu corpo. Gotas. Teus lábios. Gotas. O amor. Gotas. Desejo. Gotas. Sorriso. Gotas. Sussurro. Gotas. Nós. Gotas.

Deixe essa prolixidade de lado e me queime, pedaço de vulcão!



Recado dado.

Difícil te dizer...

É que eu não te amo. Não agora.

Em poucas horas, talvez.

Talvez eu não saiba falar, mensurar a sua falta. É um nó imenso na minha garganta. Um aperto forte no coração. Uma ausência quase que total do meu sorriso.
É um sofrer tão prazeroso... Sim, porque eu sei que é por você. Que é porque um dia eu morei no teu abraço, no teu corpo; e hoje estou aqui, distante de tudo isto.
Difícil convencer meu corpo a seguir em frente, mesmo sem o teu. Dizer ao meu coração que prossiga em seu rumo, porque um dia ele estará próximo ao teu calor, novamente.
Toco meus lábios, na ânsia pelos teus. Em pensar que um dia eles estiveram tão próximos... Ah, amor, que saudade!

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Porque nada precisava ser dito, mas eu insisto. Ainda estou borbulhando pelo teu toque, pedaço de vulcão!

Você sabe... não haviam palavras a serem ditas. O seu calor, o meu. O seu corpo, o meu. Pra que querer dizer, se eu lia seus pensamentos em seus olhos? Eu sempre quis, e aquele foi o momento perfeito. Marcados para sempre, porque você adora pôr em meus lábios seu gosto vermelho. Quente. Calor esse que pressiona meu corpo, derrete os ossos. E me prende por segundos inteiros, com meu corpo entre seus lábios. Paraliso. E a chuva nos carrega. Nada precisava ser descrito. Seu suor escorria e meu corpo estava trêmulo. Bobagem, você pensou. Eu sei. Nossa brincadeira mais séria. Marcados para sempre.

Se não eu, quem vai fazer você feliz?

Mexi nas recordações novamente. Nas minhas roupas com teu cheiro. Nas bordas do meu corpo, desenhadas apenas pelo teu toque. Nas cores do teu corpo feitas por mim. No calor do sol sobre a nossa pele. Nas canções. Nos versos de Drummond. No filme à meia-luz. No calor das suas mãos. No seu eu-te-amo-tá?. No seu abraço mais confortável do mundo. Nas suas confidências de saudade. E mergulhei na saudade que me inunda, devora (por partes*).

*"tem uma palavra que é só para você."

*Para ele. Somente ele. O dono dos meus sonhos.


Porque eu adoro essa.

São os seus olhos cor-de-outono que o prendem todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites. O jeito doce de consertar sua gravata, repreendendo-o com beijos calmos nos lábios seguros. O jeito como anda, parecendo esquecer-se de tudo. O modo como segura suas mãos. O brilho do seu sorriso. Seus abraços quentes. As ondas que seus cabelos fazem, quando estão sobre os ombros dele. O jeito meigo como fica, depois do eu-te-amo preso ao ouvido. A calma que ela o faz sentir. As diferentes sensações que ela provoca em seu corpo. A vontade que ela o faz sentir de estar sempre ao seu lado. A capacidade que ela tem de fazê-lo parar e ficar olhando seu rosto, como se fosse a Monalisa. O que ele mais gosta nela é o amor descrito nos olhos, nos atos. E o desejo que sente de viver muitas vezes, somente para amá-la. Ele a ama porque ela é todo o seu sonho realizado.


Ela acordou com os olhos sendo pressionados por uma dor infernal. Gotas frias de suor escorriam pelos seus seios, rolavam até sua cintura e descansavam em seu ventre. Foi só mais um sonho ruim, pensava, enquanto seus lábios sussurravam o nome daquele cara. Quem a entregou ao vício. Lembrou-se da conversa dos dois, das palavras mal ditas. Malditas, que a fizeram tragar. Amor repicado, pura obsessão. Me desculpe, estava escrito no espelho de seu banheiro, com batom vermelho. Ele gostava de surpreendê-la. Mais ainda de pôr nos seus lábios um gosto vermelho qualquer. Ele sabia que a teria em outros segundos; minutos, quem sabe? Eram unidos por um amor miserável. Aquele que dá e pede. E se não recebe, sangra. Ela apagou o vermelho de seu vidro e deixou que a ducha quente aliviasse a pressão de seus olhos, esquentasse as gotas de desespero presas ao seu ventre. E passou seus dedos no vidro, escrevendo no vapor: eu te perdôo.

Era como ter pedras rolando pelas minhas veias. Nada era mais frio e duro. João me olhou por cima dos ombros, sussurou meu nome e continuou andando. Eu era a única que não sabia de nada? ADL, ele era meu par. Só me disse algo parecido com "hoje tá quente" e cerrou os lábios. Coisa mais estranha... De lembrar dos bilhetes escondidos nos meus certificados - conquistados sem mérito algum, só por ele - , dos sussurros empolgados e da mão presa à minha, quase numa fusão.. grande emboscada! Tudo pra me manter ali, sob seu ego. Não estou bem, licença, e corri pelas escadas. Me escondi no jardim e fiquei tonta. As coisas haviam mudado. O jogo havia acabado. Eu só havia esquecido de guardar os vestígios. Lembranças em preto e branco, tudo de novo.

Os ponteiros do relógio se arrastam. Meu corpo sofre, cansado, essa espera por um toque teu. De lembrar das telas que pintei em giz, só pra fazer uma graça; pra te ver sorrir. E agora eu me perdi no vão entre nós dois. Naquele espaço vazio, escuro... E frio.
As pessoas me perguntam se eu não quero te esquecer. Quando acordo, vejo grossas pinturas - aquelas das cavernas... lembra? - na minha parede. O tempo parou naquele eu-te-amo. E é aí que eu me lembro mais de você.

Porque foi você quem fez o meu mundo parar...

Eu não me canso de ferir o papel com teu nome. É a raiva. É engraçado o jeito como você conduz as coisas. Eu não ouço uma palavra tua, e depois você vem brincar de amores. O problema dela é o ócio, e o teu também. Tem te deixado inflexível, e você não se joga mais naquele mundo que a gente criou. Fica ali, na janela, observando eu te ignorar. E me ignora, também, correspondendo ao meu jogo sujo. E ela sorri, toda contente. Te disse que não me importava. Santa mentira... é que eu te amo do avesso. Complicado, assim. Desculpa. Te amo.

Com o tempo, a gente descobre que saudade não é aquilo que fica em nós: é aquilo que nos foi tirado. Lembranças, cheiros, sorrisos, olhares, segredos confidenciados... Tudo se foi. Vira saudade. As palavras também se vão, moço, por isso minhas letras andam vazias. A saudade me deixou tão... seca. Sugou tudo. Eu queria mesmo era te abraçar e esquecer que o mundo existe. E eu não sou forte coisa nenhuma.

Agora me diz se isso tem sentido, e eu te digo que te amo. E a saudade, bom... ela vive.

Vem, nós dois vamos tentar.
Só um novo amor pode a
saudade apagar.

Você cantava e eu te olhava, sentada entre os livros. Você sabe, eu não precisava estar ali, mas sua presença era tão agradável que fiz questão de relembrar a matéria do bimestre pra ficar ali, te ouvindo e sentindo teu cheiro. Em pensar em toda essa confusão, eu fico rindo sozinha, daquele jeito que faz teus olhos brilharem. E eu rio mais ainda, por esse jogo ser tão incomum. Aposto que você inventou que aquele x era um 5, só pra eu chegar mais perto e te explicar. Você sabe, eu conheço teu cheiro de nervoso. Não adiantou muito a estória da flor no meu cabelo. Pequenas desculpas, e eu me lembro do dia em que nos conhecemos, quando você me procurou só pra saber se eu era eu mesma, como se houvesse algum significado lógico nisso. Pequenas desculpas, e histórias engraçadas a contar. Saudade rasgada.

Eu juro... queria que tudo fosse diferente, mas essa bipolaridade só me faz afundar em poços de ossos, e eu fico assim, toda desconjuntada.
Reinvento, evito, mas não consigo tirar essa aridez da minha boca. E a paciência escorre, vai pra longe. E você pergunta o que causou tudo isso. Te digo que não sei, e forço um sorriso. Não adianta. Nunca adianta. Você me vira do avesso e descobre.
Não sei como acontece... É assim: eu abro os olhos e tudo está seco. Meus pés pisam num chão rachado e eu vejo outros mundos pelas frestas. E me dá vontade de pular, confesso. Mas eu penso em você. Em como aquele coração é vermelho e pulsante. E eu paro. Abro os olhos e vejo o céu novamente.

Doce e sorridente, você chegou a mim. Eu só não imaginava, moça, que as tuas flores encantariam tanto os meus dias. Que o perfume delas me acalmaria por dias inteiros.
Compartilhamos vitórias e lutos. Juntas, rimos, cantamos, choramos... Cúmplices, sócias, parceiras, amigas.
Palavras de conforto e carinho, as tuas. Que me escorrem o amor dEle, que edificam todos os pedaços partidos do meu corpo, e os unem novamente.
Lá na terra distante eu não sei o que irá acontecer. Pode ser que o nosso contato diminua. Que os segundos te apertem o coração, por estar tão longe do seu manto quente.
Em alguns momentos, você chorará. De tristeza ou alegria, lágrimas molharão teu lindo rosto. Quero que você olhe para o céu e despeje nAquele que te criou todo o teu cansaço ou tua alegria. Ele te ouvirá e te entenderá melhor que qualquer outra pessoa.
Tenha certeza, flor, todos os dias, que oro por sua vida.
Certamente, chegará o dia que trará a vontade de desistir. Quando você olhar para a sua mala e desejar voltar ao manto no mesmo instante, tenha forças, moça. Não volte antes de cumprir aquilo que te leva tão longe.
Seja feliz, flor mais linda. Eu te desejo o melhor. Que o Senhor te ouça e esteja contigo em todos os momentos.

Nós te amamos, flor querida.
Boa viagem, Deb. Volte pra nós.

Escrito por Rute e Annie, para Débinha.

(Débinha também tem um blog, o Flores que Sonham, junto com a Isabel. Já regou suas flores hoje?)

Fazer Estrelas

Era uma conversa de irmãs blogueiras - aquela conversa de quem não quer nada, só companhia pra passar o tempo. Sobre seus blogs, há pouca coisa que elas amam mais. Família, namorados (cada uma tem o seu, certo?)... e o que mais mesmo?De vez em quando, aquela vontade de escrever uma coisa qualquer só porque quis. Mas não no seu blog.Aquela vontade de dividir um texto.Surge uma idéia.Um blog para dois. Pra viagem, por favor.

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