Ela chega, fria e quieta, sombria. Arrasta os corpos, sem pena, sem dó. Perfura o chão, apaga os rastros. Faz nascer e morrer, numa fração de segundos, o último suspiro. Não tente entendê-la, meu caro. Ela é tão sombria que se perde entre seus buracos negros, não se explica. Apenas nasce. Aliás, para ela, nascer é contraditório demais. Ela é o fim. O fim que nunca termina. Aquele ciclo que causa tremor. Ela é. Está. Percorre todos os cantos, procurando algum ponto de vida. E se encontra, faz rasgar e virar pó. Fria e cruel. Chega, traz o fim. Indesejado, às vezes, mas o fim. Um fim tão doloroso quanto a própria vida. Morte. Tão sombria!
Signo Natalino
Há 4 meses
1 comentários:
Medo.
o.o
(Só pra entrar na brincadeira...)
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