Ela me olhou com seus olhos castanhos-enigmáticos, e eu me perdi dentro dela. Daquele jeito que só ela gosta, que só ela pede, só ela abusa. Beijou-me a boca, e calou meu abraço com seu corpo molhado e frio de água do mar. Estava salgado, pude sentir quando meus lábios tocaram seus seios. Derreti suas manhas, evaporei suas gotas. Ela me atiça, me provoca, e depois ignora. Tem uma pele cor de areia da praia. Quente. Rígida. Mais parece uma pintura, essa minha doce menina, quando deita em meu sofá, vestida com minha camisa azul desabotoada, fingindo esconder sua nudez. Ontem deitou em meu colo, fechou os olhos e disse para eu beijá-la. Esperta. Fiz carinho em sua boca, com a minha, e ela sorriu aquele sorriso gostoso, com um sabor que é só pra mim. Não sei porquê ela ainda tenta adivinhar meu futuro, com aquela pose de cigana, fazendo um sotaque que só me faz rir. Ela bem sabe: meu futuro está todo em suas mãos.
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— E sabe o que é mais legal nisso tudo?
— O quê?
— A gente ainda tá junto.
Não lembro quem fechou os olhos primeiro, só lembro de ter sentido toda a sua energia pelo meu corpo, fervendo poro a poro... e eu te amei. Deslumbrada, eu te amei. Docemente, como eu imaginei que seria. Feito um bicho carente e felpudo, me arrastando pelo seu corpo. Centímetro por centímetro. Deslumbrada, eu te amei...
Signo Natalino
Há 4 meses
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