Eu não deixaria você ir embora se eu soubesse que eu desejaria ardentemente que você voltasse. Bastou a nossa despedida pra que eu desabasse em angústia, me sentindo o resto do resto de qualquer matéria suja, desprezível. Doeu te ver se arrastando por corpos disformes e vazios. Me doeu não saber aonde você estava. Que a nossa ligação havia sido rompida. Rompida de um jeito horrível, dolorido. E eu chorei nos ombros de alguém a sua falta. Eu reconheci de joelhos o quanto eu precisava das suas mãos tirando a areia dos meus pés. A falta que eu sentia de ter você só pra mim. O seu abraço me envolvendo... envolvendo esse bicho felpudo e peludo.
E pensando em você, sentindo saudade dos maravilhosos momentos que nem vivemos, me deu uma vontade louca de fumar um cigarro sozinha. Mesmo que eu tenha parado há meses. Mesmo que eu nunca tenha fumado, até.
(Era a chuva ou alguma outra coisa que eu não soube identificar. Fazia seus olhos ficarem negros, depois verdes, e depois no meu tom. E ia de encontro à sua fala, ao seu corpo em leve movimento, que só depois de um segundo é que eu percebi que te olhava fixamente. Ah, se os caminhos não fossem tão diferentes. Eu poderia te abraçar sem qualquer confusão, e nossos corpos se entrelaçariam em amor. Mas o mar não está pra rosas.)
... O que resta é cinza. Mas, enquanto isso, eu vou continuar sentindo o gelo imutável da sua pele, e sorrir com isso.
Signo Natalino
Há 4 meses
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