Há certas coisas que você prefere não ouvir. Lâminas que escorrem pelos olhos, em forma de lágrimas, e te retalham inteira. Você se acha a pessoa mais louca do mundo, e a mais sã. Você tenta, foge, corre... muda ao máximo quem você é e no final seu mundo colide (obrigada, linda). Você se vê diante de uma corda fina, e embaixo só tem água. Uma água negra. Em cima, um céu azul e ensolarado. Você não sabe o que fazer. Abaixa e olha a água convidativa lá embaixo. Milhares de gotas que se fundiam e formavam uma imensa colcha negra e felpuda. Lá em cima o céu. Tão brilhante e reconfortante. Lá, sim, lar e paz. Você olha para a corda, e então decide pular. Descobre que pode voar e é recebido por nuvens brancas e fofas.
(Não é fácil, e eu choro só de pensar no que virá daqui pra frente. Foi preciso e continua sendo. Desculpa por tudo. Pelos meus erros, meus abraços e meus beijos... Tudo foi uma tentativa de dizer que eu te amava. Te amei de um jeito que não poderia, e tratei de esquecer isso logo. Desculpa por ter te magoado e feito o que você não merecia: te dei adeus quando você menos esperava - e eu não podia! Te feri e te puxei pra perto de mim. Te disse minhas mentiras, e te escondi minhas verdades. Não fui correta. Mas eu te amei, droga. E agora eu preciso te dar adeus... Ainda que isso me custe lágrimas e esse nó na garganta que não se desfaz.. Me desculpe, eu te amei.)
Eu te amo...
Seu eterno bicho felpudo.
Signo Natalino
Há 4 meses
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