Fazer estrelas

What do stars do? They shine.

Foi assim… Num lindo dia de primavera, os pássaros cantavam, as borboletas voavam e eu me lembro exatamente...

 

Mentira. Não aconteceu assim, não. Só… aconteceu. Como acontece quando você conhece alguém e com o tempo ficam amigos. Sabe como é esse negócio de ‘com o tempo’, né? Faz ideia de quanto tempo faz que nos conhecemos? Um tempão!

 

Tem, tipo… uns cinco anos. Ou seis? Ihhh, eu lembro que era uma pirralhinha de nada. Bobinha que só. Às vezes eu pego uma das minhas agendas antigas e não sei se eu morro de rir ou de vergonha. Eu tava naquela fase de paixões platônicas e tinha acabado de mudar de cidade.

Ele era um garoto chato e metido e tinha um casinho com a minha melhor amiga. Um romance que não andava nem desandava. E eu morria de ciúmes da minha amiga. Vai ver por isso que achava ele tão chato. Vivia atrás dessa minha amiga, até em umas horas bem inconvenientes. Acabou que o romance terminou antes de começar.

 

E foi aí que começou a  nossa amizade. Foi assim, ‘com o tempo’. Com a convivência, quando a gente se conheceu de verdade. Quando começou o nosso relacionamento, como amigos. E quer saber? Eu não sei dizer quando foi que o amor apareceu. Porque não aconteceu de uma vez. Aconteceu aos pouquinhos, durante o ano de 2008. Um sentimento que cresceu em silêncio, até não caber mais dentro do corpo. É isso. Não dá pra dizer quando o amor bate à porta. A gente só percebe que chegou quando ele já está lá, instalado e acomodado.

 

16 meses – (2.infinito)²

Engraçado como tudo me pega de surpresa. Não é nada agradável você andar a semana inteira com o guarda-chuva na bolsa e, justamente no dia em que você tira, chove.

Tive uma surpresa maravilhosa dias atrás. Uma pessoa voltou pra minha vida. Meu, fazia quanto tempo, desde que trocamos o primeiro "oi"? Puxa, dois anos. Quase três! E, ah, é tão bom te ver entrando pela porta, o olhar meio tímido, a manga da camisa bem passada, a voz em tom suave, como se ele estivesse com medo de acordar um anjo... E eu me senti feliz. Estranhamente feliz. As veias borbulhavam, o sangue corria numa velocidade incrível... Ah, como é bom ter você de volta! :)

Jô.

"Veio até mim, quem deixou me olhar assim? Não pediu minha permissão. Não pude evitar, tirou o meu ar, fiquei sem chão. Menino bonito, menino bonito, ai.."

- Sabe o que me faz falta?

Sentei ali mesmo na praça e fiquei pensando. Falta das mãos macias, do bom dia, do abraço, do beijo, do amor, da calma, da praça, das músicas, das noites... sinto falta do amor. Já pensei tantas e tantas vezes em voltar atrás, em desistir; e, caramba, eu choro todas as vezes. Porque uma coisa tão bonita fica brincando de se desfazer aos poucos. Eu penso no tempo, na história, em você... me sinto estranha, porque tenho a sensação de estar empatando você. E você sequer nota essa turbulência toda que acontece aqui dentro. Fica aí, debruçado na sua janela, tomando seu café, e o meu mundo aqui, desabando aos poucos, pedra por pedra, uma caindo sobre a outra... e você sorri, alucinado.


Chovia bastante. Dei uma última olhada, e ele dormia, imóvel, na cama que por anos foi nossa. Fechei a porta com cuidado, e desci pelas escadas. Os quadros na parede, as roupas espalhadas pelos móveis; tudo, tudo denunciava nosso passado. As xícaras borradas do nosso café, os lembretes por toda a casa. Vou chegar tarde; O almoço tá na geladeira; Eu amo você. Era triste deixar nosso lar depois de tantos anos dormindo sobre os mesmos lençóis, entrelaçando as pernas exatamente do mesmo jeito... mas me faltava algo. Acho que me faltava ele, e esse era todo o problema. Juntei minhas roupas, guardei os quadros no porão, joguei minha xícara no lixo. E mais um, o último recado colado na porta.

"Eu estou bem. Na verdade, estou meio gripada e sozinha. A casa é grande, e faz barulhos estranhos à noite."
Junker

Então fechei a porta e fui correndo pela chuva.

Eu eu aqui, sem você,
vejo meu corpo definhar,
minha mente se esvair,
meu coração se apertar
de tanta saudade.

Pensei que isso fosse coisa de novela.

(2infinito)²

Foi quando eu olhei as estrelas e perguntei: "E então..?"

Sexta-feira, e a lua se escondia sob os lençóis, assim como eu. Eu fujo, reinvento, mudo meu caminho, mas sempre acabo caindo na contra-mão, erro as pessoas e no meu discurso. Giro e morro a cada segundo; e ninguém nota.

Confiar nas pessoas é muito fácil; fácil quando elas estão bem ao seu lado, e tudo parece bem. Difícil é aceitar suas imperfeições, seus dias ácidos, seu toque ágil e fundo, como uma criança de rua que quer te assaltar e, antes disso, te hipnotiza por segundos. Não me lembro do exato momento em que passei a mentir pra mim mesma e dizer que não havia mais nada; ando tendo pesadelos e não sei como organizar as coisas.

Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...

Ah, o seu olhar.. ninguém, nunca, vai tirar de mim.

Quando você me tocou...
Quando você sorriu pra mim..

=suspiro=

Fazer Estrelas

Era uma conversa de irmãs blogueiras - aquela conversa de quem não quer nada, só companhia pra passar o tempo. Sobre seus blogs, há pouca coisa que elas amam mais. Família, namorados (cada uma tem o seu, certo?)... e o que mais mesmo?De vez em quando, aquela vontade de escrever uma coisa qualquer só porque quis. Mas não no seu blog.Aquela vontade de dividir um texto.Surge uma idéia.Um blog para dois. Pra viagem, por favor.

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