Fazer estrelas

What do stars do? They shine.

Ontem eu encontrei o Guilherme. Ele estava lindo como sempre. Seus olhos cor-de-mar tinham o mesmo brilho que no último dia que o vi. O abraço dele era o mesmo, mais forte apenas, mas tinha o mesmo calor.
Seu perfume era o mesmo. Eu me lembro do primeiro dia que o vi. Ele tinha esse cheiro. Um perfume forte, doce, do jeito que eu sempre gostei.. Seu cheiro ficou em mim.
O seu beijo era o mesmo. Tinha o mesmo sabor, o mesmo carinho, a mesma força, a mesma paixão, o mesmo cuidado, a mesma entrega...
Eu gosto desses acasos da vida. Ele apareceu na minha frente, parecia mágica. Após algumas frases, ele assumiu seu antigo posto. Me senti sua namorada, novamente. Ele me fazia sorrir da mesma forma, sempre.

Tudo nele era exatamente igual, exceto o fato de ele ser de outra pessoa, e não meu.

[ela é carioca, basta o jeitinho dela andar.. [lembra?] ninguém tem carinho assim para dar..]

Te amo, Gui Knoha!

Sabe, J, não é que eu tenha te esquecido, nem que você tenha parado de trancar borboletas no meu estômago. O problema é que me dói - mais do que deveria - lembrar de você, de nós, dos nossos abraços.
Você está mais vivo do que nunca aqui dentro de mim, é verdade. Agora, quando fecho os olhos, você já fica na minha frente, eu posso te tocar. E o meu medo desaparece.
Quando eu vou trabalhar, eu te vejo o tempo inteiro. Me dói não ser você, não poder te tocar, sabe? A verdade, J, é que você nunca saiu de mim. Você é meu, de alguma forma eu sei que é, você está aqui comigo.
Olha, não ouça o som da chuva, só preste atenção em nós e nesse quarto escuro. Você me entende? Às vezes é preciso ter um momento só nosso, estarmos sozinhos. O amor precisa disso. E eu preciso de você, mesmo que essa frase tenha perdido o sentido.

[Eu queria te dizer.. eu só não sei como, por isso eu tento. As palavras não capturam, não passam todo o meu desejo a você. Elas não te dizem as coisas com a intensidade que eu sinto. E esse é o problema. O que eu sinto é um tornado, e elas só levam a você uma doce e calma brisa. Me ajuda, amor?]

Ah, eu já ia esquecendo..
Te amo, tá?

– O que você tá fazendo?
– Escrevendo minha vida, meu roteiro, que é pra eu não me perder.
– Mas você vive assim, toda programada?
– Sim.
– Por que?
– É pra eu não cometer erros. Ou tentar minimizá-los ao máximo, pelo menos.
– Mas isso não é certo. Onde ficam as surpresas da vida, os caminhos tortos pelos quais seguimos depois de um copo de loucura?
– Elas ficam neste outro papel.
– Qual?
– Este, tome.
– Mas... ele tá em branco.
– Pois é esta a surpresa.
– Não entendi.
– Este papel é metade de minha vida. E esse deixo em branco, que é pra o destino escrevê-lo com sua caneta invisível, pra eu eu não veja e queira seguir diferente. Você, por exemplo, está aí.
– Então eu não fui programada?
– Não. Você faz parte destas minhas surpresas. Se eu soubesse que estaria aqui, fumando um cigarro do teu lado, eu teria te apagado da minha folha.
– Por que?
– Primeiro porque estou fumando. Segundo, porque este teu sorriso me faz querer ficar aqui pra sempre... e eu não posso.

E depois, me beijou.

- Como eu posso saber que você me ama, se a linha do seu coração está sempre ocupada?
- ...
- Você nunca me dá um retorno! E ainda exige de mim. Por que eu tenho que estar sempre acessível a você?
- ...
- Quer saber? Estou farta disso. Será que esse amor todo que você declara quando está disponível se perdeu no caminho? Eu nunca recebi quando precisei! Não dá mais.
- Ei...
- E não foi bom enquanto durou!
- Mas espera...
- Tu..tu..tu..

É assim que deve ser: eu aqui, você lá. Este é o nosso destino, você acreditando ou não. Eu demorei a perceber isto, e me custou muito. Talvez eu deva esquecer tudo o que houve. Você também acha que é melhor?

Coisas assim acontecem dia e noite, em toda a cidade. Acho que aquele raio que caiu sobre nós veio como um último suspiro do céu, pra nos afastar, me tirar esta dor que me fere a todo o tempo.

Talvez seja duro pra você, mas eu quero não me prender a isto. Não pense que pra mim é fácil te deixar assim, ter que sangrar longe de você. Vamos sair daqui, desse nosso lugar. Que o último apague a luz.

Eu me recuso a acreditar em nove das dez palavras de amor que você me diz. Sinto muito, querido, você me ensinou isso.

E é só o que tenho pra dizer.

Eu não sei se é assim que deve ser. Se foi isso que planejei pra mim, pra minha vida. Mas quando eu penso em como as coisas estavam, como tudo estava bagunçado, empoeirado, antes de você chegar, penso que fiz a coisa certa.

Mas a sua presença é arriscada. Esse sacrifício vale a pena? Você entende o que digo? Andar em círculos não vai me levar a lugar algum. Acreditar em tuas meias-verdades também não.

No rádio, a canção diz que love is waiting... Mas eu simplesmente não consigo te esperar com a porta fechada. Mas mantê-la aberta é um risco pra nós dois. E agora, o que fazer?

[que fique claro: isso dói.]

Fazer Estrelas

Era uma conversa de irmãs blogueiras - aquela conversa de quem não quer nada, só companhia pra passar o tempo. Sobre seus blogs, há pouca coisa que elas amam mais. Família, namorados (cada uma tem o seu, certo?)... e o que mais mesmo?De vez em quando, aquela vontade de escrever uma coisa qualquer só porque quis. Mas não no seu blog.Aquela vontade de dividir um texto.Surge uma idéia.Um blog para dois. Pra viagem, por favor.

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