A ele, que já não sei por onde anda, mas que deixou marcas finas em mim.
Era quando a realidade não acompanhava os sonhos. Eu sonhava, e seus olhos
abertos me traziam à realidade de que sonho sempre seria sonho. Eu não sabia
mais o que te dizer, e continuo não sabendo. Vou escorrendo pelos seus dedos
feito água, enquanto outras mãos me aparam. Não me faça, não, sentir aquela pena
irreparável. Sentir você ser puxado pra longe. Mas eu também preciso de braços
quentes. De companhia durante a noite. Da sua pele delicada e quente na minha,
sem separação. Sem palavras. Só o seu calor esmagando meus poros. Só o seu prazer
na minha carne. Só a sua voz espalhada pelo meu corpo. Só a certeza de que você
é meu. Só o nosso gozo sem fim. Mas seus olhos abertos me traziam à realidade fria
e dura: tudo não passaria de sonho.
A você, carne da minha carne.
Signo Natalino
Há 4 meses
2 comentários:
Que lindo texto !
"Mas seus olhos abertos me traziam à realidade fria
e dura: tudo não passaria de sonho."
É duro aceitar que muitas vezes tudo não passa de um sonho mesmo !
Beeijos ;*
carne...
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