Eu queria conseguir esquecer o teu calor que me escorria pela pele e me retalhava inteira, como uma suicída. Correr incansavelmente pela cidade, pra não deixar que as lágrimas escorressem. Mas eu não conseguia. Eu era tão impotente, tão fraca, em se tratando de você - e nós. Eu só conseguia vasculhar meu guarda-roupas e procurar uma borracha, pra apagar tudo. Eu odeio a sua parte que me penetra lá no fundo, a ponto de me deixar sem reação, imóvel. Que invade meus espaços, me deixa aos pedaços e depois me refaz, tranquilamente. Eu estava em paz quando você chegou... E agora não consigo parar de revirar as horas, a procura de algum segundo só teu, no qual eu possa me sentar e te sorrir. Me dói o fato de eu estar sempre aqui, mesmo sem saber se você continua aí. Me dói mais ainda saber que eu não me importo se você não está. Eu só me importo em estar aqui, te esperando.... sempre.
Aquilo que eu não sei o nome
Aquilo que só me desnuda.
Aquilo que me cerca
Aquilo que me desfaz.
Teu coração de gelo-ferido
Que a cada dia me faz chorar mais.
(desculpa pela rima idiota... é que a verdade nunca é boa.)
Signo Natalino
Há 4 meses
1 comentários:
esperando... sempre.
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