Os planos pressionam meu cérebro. Idas e vindas envelhecem meu corpo, e eu já penso em uma forma de nascer de novo, esperando outra vida com você.
De lembrar que fui doar sangue e encontraram o teu na minha veia... É verdade. E fiquei envergonhada, porque ninguém sabia – nem mesmo você – que eu não brinquei quando disse que ia te deixar em mim.
Continuo achando que você fica melhor usando aquela camisa vermelha. Mas com que diabos vou te convencer, se você cortou os fios do meu telefone, porque sabia que eu ia te ligar quando você saiu e disse adeus?
Ontem alguém me olhou e perguntou se eu queria um beijo. Lembrei da sua valentia forçada. E do quanto eu estava sozinha e solitária, fora do tempo.
Me joguei na cama e fechei os olhos. O jeans me incomodava, mas eu não me importei. Pensei em você. E sorri com o sangue que escorria. É que ele era vermelho como o coração que fiz em você.
Eu tive que escrever sobre mim naquele pedaço de papel rasgado. Eu queria tanto falar de você; que era a minha melhor parte. Os segundos corriam e eu inventei uma história sobre a multidão dentro de mim.
Mas eu estava solitária, fora do tempo.
Signo Natalino
Há 4 meses
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