Fazer estrelas

What do stars do? They shine.

Quando você voltar,
Não vá me avisar.
Não vou estar aqui.

Coisas hão de mudar,
Feridas hão de sarar,
E eu hei de ser feliz sem você.
Sem ninguém.

Estar feliz assim
Depende só de mim,
Sofrer é com você.
Pois não dá pra encontrar
Conforto em outro lugar
Que não seja aqui,
Dentro de mim, sem ninguém.*

Não adianta mais. Você queria, e eu desisti. Agora é pra valer, meu bem.

Impossibilidades - Fresno

Sabe, J, eu vou tentar fazer diferente. Fazer seu jogo. Te olhar e não te ver, te ouvir e não te escutar, te sonhar mas não dizer. Você fez isso, e eu achei legal. É um eu te amo disfarçado em dias de guerra. Tão disfarçado que só eu, que o quero tanto, posso ouvir.
E é um jeito que só nós entendemos. O melhor nisso tudo, é eu poder escrever canções sem que ninguém saiba que são pra você, pintar meu sorriso depois do seu carinho, pra ninguém saber que foi seu, que minha blusa estava amassada na gola por tua causa. Foi tua boca, J.

(não se aborreça, não reclame: você me faz pirar assim..)


Senta aqui comigo, seca as minhas lágrimas e tudo vai ficar bem. Eu prometo que as coisas vão se acertar, e você não vai mais chorar pelos meus atos infantis. Vou tentar, R.


As horas continuam passando vazias, J. E eu aqui, escrevendo seu nome nos vidros dos carros, sentando com você nas poltronas do cinema, pra ver se você chega. Escrevo cartas, desenho seu nome no ar, sento na praça, fazendo bem-me-quer-mal-me-quer – lembra? –, pra chamar sua atenção. Vem...
Fotografei seu olhar, e as nossas risadas, pra te olhar antes de dormir. Você já não estava mais ali comigo. Acho que é por causa da sua ausência que as estrelas sumiram. Elas estão escondidas no seu bolso, J?
Eu vou te chamar quantas vezes for possível, pra ver se você me ouve. Quantas vezes mais vou ter que te avisar que os dias estão ruins sem você aqui, pra desmanchar meus cachos, me fazer caminhar sob o sol quase desaparecido, sem suas músicas e piadas engraçadas?
Vou deitar ali, naquele sofá, esperando você chegar por acaso, e dizer pra mim aquelas coisas que só você diz. Mas, mesmo que seja pra não dizer nada, senta aqui do meu lado, segura minha mão, e vai ficar tudo bem.
(Pra você... Somos nós)



Ontem meu mundo pôs-se de pé, pronto pra se jogar em qualquer lugar de água salgada. Lá a dor seria mais forte, as feridas arderiam mais, e ele poderia chorar sem que ninguém dissesse que aquilo era bobagem. Agora ele tinha um motivo.

O pesadelo só estava começando. Isso não pode acontecer, não é verdade. Diga que é brincadeira, vai.., pensei, enquanto meu mundo caminhava pra bem longe de mim, olhando pra trás, às vezes.

Tantos sonhos, tantos planos, tanta felicidade.. E acabou ali: no momento em que o meu mundo teve que ir embora. Malditas feridas que nunca se saram! Foi por elas que meu mundo foi embora. As feridas não permitiriam que ele as ignorasse enquanto ele sorria, perto de mim. Elas tinham que levá-lo pra longe, e o fazer sofrer.

Por um segundo pensei que estava perto dele, quando me vi num imenso lago de água salgada. Mas logo meus sonhos morreram, quando percebi que eram apenas as minhas lágrimas. Lágrimas de dor. Que me traziam dor.

Teu olhar dizendo adeus
Diz mil coisas sem querer falar.
Os meus olhos se encontram com os teus,
E compartilham a dor de amar.

Adeus, meu lindo e amado mundo!

Há quinze anos, uma linda menina nasceu. Eu realmente não sei se ela chorava copiosamente ou se precisou de umas boas palmadas (como eu!).

Esse neném tão lindo logo cresceu, exibindo seus primeiros cachinhos. Lindos cachinhos, daqueles de princesa. Ou de menina sapeca (ela é os dois).

Tão pequena, tão frágil, teve que aprender assuntos difíceis demais para uma menininha. Mas ela aprendeu todas essas lições, e cresceu tanto!

Quem olhasse para aquela garotinha, podia ver estrelas em seus olhos coloridos. E que lindos olhos! Agora, quem olha para essa menina-moça-mulher ainda enxerga uma garotinha que não tem mais estrelas nos olhos.

Ela faz suas próprias estrelas.

Parabéns, Ru!
^^


[esta postagem é um presente pra minha amiga-irmã-princesa Rute que hoje completa seus lindos quinze anos]

Desculpe-me se não tive coragem de abraçar-te. Por alguns segundos eu tive medo que você rejeitasse meu abrigo e fosse caminhar, sozinho, lá fora, na escuridão dos dias ruins.

Naquela noite eu fui dormir pensando em como era bom ter você ao meu lado, pra sonhar e realizar sonhos meus, sonhos nossos. Sua mão na minha, sua pele na minha, meu sorriso inteiro para você.

Beijo sua pele, afim de beijar sua boca, desenhar seus lábios com a minha língua e sentir o gosto teu em mim. Fazer-me sua.

Estarei aqui, neste jardim, esperando você voltar para mim. Estarei com os braços abertos, com o coração machucado de saudade. Cantarei para você as canções que você pediu que eu cantasse, mas que não cantei por uma vergonha boba.

Só peço que não demore, meu bem. Acho que só vou conseguir te esperar enquanto eu ainda puder sentir teu perfume. Depois disso, não terei mais nada que me faça sentir a sua presença.

Fazer Estrelas

Era uma conversa de irmãs blogueiras - aquela conversa de quem não quer nada, só companhia pra passar o tempo. Sobre seus blogs, há pouca coisa que elas amam mais. Família, namorados (cada uma tem o seu, certo?)... e o que mais mesmo?De vez em quando, aquela vontade de escrever uma coisa qualquer só porque quis. Mas não no seu blog.Aquela vontade de dividir um texto.Surge uma idéia.Um blog para dois. Pra viagem, por favor.

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